Colégio Militar faz desfile de conscientização do dia 2 de julho em Teixeira de Freitas

2 DE JULHO VENHA VOCÊ TAMBÉM PARA A RUA!

Sobe o comando do diretor Major Magalhães, alunos, professores e militares desfilaram pelo segundo ano consecutivo no centro de Teixeira de Freitas.
hoje dia 2 de julho com a apresentação tendo seu inicio as 8:00hs, em frente ao supermercado casa Grande e se término na Praça da Bíblia.
O objetivo é conscientizar os moradores da cidade e região que o dia 2 de julho não é apenas um feriado.
Mas sim a consolidação, de fato, independência politica do Brasil, com a expulsão definitiva das tropas portuguesas da Bahia, que ocorreu no 1923.

introdução sobre a importância do 2 de julho na Bahia.

O QUE É QUE A BAHIA TEM?
Não se pode contestar a importância do estado da Bahia como terra de riqueza
artística e diversidade cultural. Na canção O que é que a baiana tem?, por exemplo, o
compositor Dorival Caymmi conseguiu exaltar e imortalizar a figura icônica da baiana
cheia de graça, quitutes e balangandãs. Mas muitos desconhecem a real dimensão da
Bahia na construção da unidade nacional.
Afinal, o que é que a Bahia tem? Qual a relevância do estado para a história do Brasil?
O que representou, de fato, o Dois de Julho? Ele é apenas um feriado regional? Ou
merece ser mais conhecido como data histórica nacional?
Infelizmente, a história do Brasil reproduzida nos livros didáticos e aprendida nos
bancos escolares está repleta de lacunas em relação a determinados fatos, sobretudo
aqueles protagonizados por sujeitos anônimos, ligados aos setores subalternos da
sociedade. Nossa historiografia oficial primou pelo registro de acontecimentos que
enalteciam determinados personagens em detrimento de outros.
Um dos fatos relegados ao esquecimento pela história oficial refere-se às guerras
ocorridas durante o processo de independência do Brasil. Nesse sentido, é preciso dar
o devido valor à participação da Bahia na luta pela emancipação política do País, cujo
ápice se deu com a expulsão definitiva das tropas portuguesas, no dia 2 de julho de
1823. Trata-se de uma das páginas mais marcantes do nosso passado!
A Bahia foi o principal palco das guerras da independência, tendo sido o local onde
o conflito durou mais tempo (cerca de um ano e cinco meses) e que mobilizou o
maior contingente de pessoas, contando, inclusive, com a participação de segmentos
populares. Foi na província baiana que o território brasileiro correu sério risco de
fragmentar-se.
Com a resolução do príncipe regente de permanecer no Brasil — desobedecendo às
determinações das Cortes de Lisboa — e a tentativa frustrada do general Jorge de
Avilez de levá-lo a Portugal, a metrópole portuguesa concentrou em Salvador todos
os seus esforços militares. Havia o interesse por parte de Portugal de dividir o Brasil em
duas regiões: o sul e o sudeste permaneceriam sob a direção de Pedro; e o norte, sob
o domínio português. Graças à luta dos baianos, isso não ocorreu.
Esta publicação faz parte da série HISTÓRIAS NÃO CONTADAS, promovida pela
Câmara dos Deputados com o objetivo de resgatar a memória de fatos relevantes,
mas comumente desprezados ou omitidos pela história oficial.
Com essa atividade cultural, a Câmara dos Deputados pretende contribuir para que
a história do País não fique restrita aos circuitos acadêmicos e intelectuais. Afinal, o
conhecimento histórico é um instrumento indispensável à construção da cidadania
e fortalecimento de nossa identidade cultural. Conhecendo o passado histórico,
podemos nos situar no presente como sujeitos e cidadãos comprometidos com a
construção de um futuro melhor para todos os brasileiros.

Lorena Oliveira

Lorena Oliveira | Comunicadora Editora Foco de Notícias

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