Coágulo sanguíneo: o que é o sintoma investigado como reação à vacina





O anúncio de que países suspenderam a vacinação com o imunizante Oxford/AstraZeneca por conta de coágulos sanguíneos detectados em pacientes que receberam doses do medicamento levantou preocupações relacionadas ao efeito colateral. A condição, chamada trombose venosa profunda (TVP), não é incomum e pode ser causada por uma série de fatores como, por exemplo, a falta de movimento quando um indivíduo permanece sentado por muito tempo.

A TVP caracteriza-se pela formação de coágulos sanguíneos nas veias profundas que podem dificultar ou bloquear a passagem de sangue. Os coágulos costumam surgir nas pernas, quando a circulação sanguínea fica mais lenta.

Uma vez que o coágulo se desprende e cai na corrente sanguínea, pode chegar a determinados órgãos importantes do corpo, como os pulmões. O processo pode causar doenças que, dependendo de como evoluem, podem ser fatais, como a embolia pulmonar ou a trombocitopenia, que ocorre quando a contagem de plaquetas no sangue está tão baixa que o sangue não coagula de forma eficiente.

Os principais sintomas da TVP incluem inchaço, geralmente em uma perna (ou braço); dor ou sensibilidade nas pernas; descoloração avermelhada/azul da pele; perna (ou braço) quente ao toque.

Pessoas com mais de 60 anos de idade, gestantes, que estão acima do peso e fumantes estão entre as mais vulneráveis à trombose venosa profunda. Outros fatores de risco incluem episódios anteriores de TVP; uso de pílula anticoncepcional; câncer; insuficiência cardíaca; varizes e desidratação.

Indivíduos internados ou que saíram do hospital recentemente também correm mais risco de desenvolver coágulos sanguíneos, especialmente se o paciente tiver se movimentado pouco durante o período de internação. Viagens longas, com mais de três horas de duração também facilitam a TVP.

Os coágulos também podem ser uma complicação de algumas doenças, incluindo as cardíacas e diabetes. Algumas pesquisas indicam que a Covid-19 pode facilitar a formação dos coágulos no sangue em pacientes com quadros graves da doença, o que pode levar o paciente à morte.

Casos pontuais

Até dia de 10 de março, de acordo com a Agência Europeia de Medicamentos (EMA), havia somente 37 relatos de pessoas imunizadas que apresentaram coágulos sanguíneos entre cerca de 17 milhões de indivíduos que receberam a vacina Oxford/AstraZeneca em toda a Europa. Por esse motivo, a agência reguladora defende que os países continuem a imunização, uma vez que os benefícios da proteção contra a Covid-19 superam o risco potencial da vacina.

Na segunda-feira (15/3), a Organização Mundial de Saúde (OMS) reforçou a segurança do imunizante. O principal argumento das autoridades de saúde pública é que o número de casos de tromboembolismo pulmonar (quadro causado pelos coágulos no pulmão) em pessoas que tomaram o imunizante não é maior do que o documentado normalmente na população geral.

INFORMAÇÕES – JornalAlerta

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