Projeto prevê proibição do uso de cerol em pipas na Bahia

O tradicional cerol, mistura de cola com vidro moído, usado para aplicar em linhas de pipas, pode ser proibido na Bahia, conforme indicou um projeto de lei encaminhado à Assembleia Legislativa (Alba).

O texto, do deputado estadual Marcinho Oliveira (União Brasil), prevê a vedação do uso, posse, fabricação e comercialização de linhas cortantes compostas com o cerol ou qualquer produto semelhante.

No caso de descumprimento, o infrator estará sujeito ao pagamento de multa. Se for menor de idade, os pais ou os responsáveis responderão. Já se um estabelecimento for flagrado comercializando será autuado e multado. Em caso de reincidência a pessoa jurídica poderá ter a inscrição estadual cancelada.

“O uso de cerol pode fazer a brincadeira tornar-se muito perigosa podendo até ser fatal. A mistura de cola com vidro moído, popularmente conhecida como “cerol”, aplicadas nas linhas utilizadas para empinar pipas, ou papagaios, há tempos é proibida em razão do risco que se emprega à integridade física das pessoas. Em todo o Estado, há notícias de muitas ocorrências em consequência do uso do “cerol” aplicado em linhas de pipa que muitas vezes atingem o pescoço de motoqueiros e transeuntes”, justificou o parlamentar.

Outros estados como São Paulo, Paraná, Pernambuco, Pará, Acre, Ceará já adereriam leis proibindo o uso a substância. “É urgente e necessário maiores sanções administrativas.”

A pipa, também conhecida como papagaio, é um brinquedo popular e de baixo custo, feito com papel. O uso do cerol nas pipas serve aumentar a resistência das linhas e facilitar o corte de outras.

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